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Zezé Di Camargo e Luciano relembram briga que quase desfez dupla e declaram amor um pelo outro

Notícias 02/09/2019/ 10:13:56
Zezé Di Camargo e Luciano relembram briga que quase desfez dupla e declaram amor um pelo outro “Mano, você é meu sangue, mais que um amigo/ Me dizia coisas que até hoje eu sigo/ E será pra sempre um pedaço de mim. (...) Mano, as suas palavras me fizeram de aço/ E hoje eu sei que em tudo que eu faço/ Eu posso cantar e contar com você”. Como dizem os versos da música em que Leonardo homenageia o saudoso Leandro, seu parceiro de vida e arte, Zezé Di Camargo e Luciano também se completam, são letra e melodia. De aparências e personalidades distintas e com 11 anos de diferença entre eles, os dois filhos famosos de Seu Francisco e Dona Helena escrevem sua história na música sertaneja, lado a lado, há três décadas.

— Mesmo antes de cantar com ele, eu sempre tive a visão de Zezé como um pai, por ele ser o mais velho de todos os irmãos. Hoje em dia, somos oito, mas originalmente éramos dez. Antes de Zezé nascer, existiu uma menina, Maria, que viveu somente por seis horas ou seis dias, meus pais sabem dizer ao certo. E depois perdemos Emival (com quem Zezé formou sua primeira dupla, Camargo e Camarguinho), ainda criança, num acidente de carro (em 1975), como mostra o filme (“Dois filhos de Francisco”). Mas lá em casa sempre houve essa coisa da hierarquia, do respeito ao mais velho. Se ele puxa a minha orelha, eu baixo a cabeça — afirma o caçula.

Zezé confirma essa relação paternal com os irmãos mais novos e diz que, apesar de conviver bem mais com Luciano, por conta do trabalho, o carinho por todos os outros está no mesmo patamar.

— Não existe preferência, seria injusto da minha parte dizer que amo mais um irmão do que outro — diz ele, lembrando ter sido arrimo da família Camargo: — Por ser o mais velho, desenvolvi um papel de pai, ainda mais num lar humilde como o nosso. Eu ajudei, verdadeiramente, a criar todos os meus irmãos. Quando adolescente, arrumei emprego para levar dinheiro e comida para dentro de casa. E, quando precisava dar umas palmadas, eu dava.

Às vésperas do Dia do Irmão, celebrado na próxima quinta-feira, 5 de setembro, o EXTRA encontrou Mirosmar José de Camargo, de 57 anos, e Welson David de Camargo, de 46, nos bastidores da turnê “Amigos”, em Barretos (SP), para conversar sobre afinidades e diferenças, qualidades e defeitos... Parceria, enfim. E constatamos que, no caso desses goianos, “É o amor” que sempre prevalece.

Zezé: “No dia em que ele chegou lá em casa em São Paulo, ainda um menino de 16 anos, determinado a me acompanhar na música. Eu não botava muita fé, mas Luciano saiu de Goiânia num ônibus, ligou pra mim e disse: ‘Estou na rodoviária, vem me buscar. Vim pra cantar com você durante 15 dias. Se eu não prestar, pode me mandar de volta’. E está comigo até hoje. Ele foi o oxigênio que eu precisava naquele momento para continuar brigando pela música. Tenho um orgulho imenso dessa determinação que ele teve de acreditar no sonho da dupla, de cantar comigo”.

Luciano: “Costumo dizer que Zezé é como capim: enverga, mas não quebra. Independentemente da situação, eu me orgulho de ver que meu irmão permanece sempre de pé. Agora, um orgulho específico que eu tenho é ter estado presente quando compôs ‘É o amor’. Naquela madrugada, eu disse: ‘Quero ficar do seu lado, Mira (eu chamava ele assim), ver você compor’. É um orgulho tardio, porque essa música se transformou no grande sucesso da nossa história”.

Zezé: “Quando nós brigamos lá em Curitiba (em 27 de outubro de 2011, Zezé subiu ao palco sozinho depois de uma desavença no camarim com o irmão. Na ocasião, Luciano chegou a mencionar o fim da dupla). Mas, no dia seguinte, ele passou mal, foi para o hospital, e eu comecei a chorar e segurei na mão dele. Coisa de irmão, não tem jeito. Você fica bravo, mas ama. O amor supera tudo”.

Luciano: “Nunca tive raiva dele. Posso dizer com toda a franqueza que esse sentimento eu não tenho, não. Já discutimos, é natural entre irmãos, mas nunca partimos para a agressão física. Não me lembro de Zezé ter levantado a mão pra mim, nem quando eu era criança. Marlene (outra irmã), sim, me dava uma surra por semana (risos), sempre foi a minha segunda mãe. Mas reafirmo: sou uma pessoa que não guarda raiva. Posso até ficar triste, mas passa depois. Eu e Zezé ficamos sem nos falar, no máximo, por um dia. Era o tempo de chegar a hora do próximo show para chorarmos abraçados um com o outro. Até mesmo quando anunciamos a separação da dupla foi por um motivo bobo. Discutir com quem você ama é besteira!”

FONTE: Extra
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